Próximo trabalho de Sylvester Stallone

 

 

Depois da participação confirmada na sequência de Guardiões da Galáxia (que estreia em 5 de maio de 2017), Sylvester Stallone acertou sua participação na filmagem de um roteiro ainda com o nome provisório de Godforsaken (algo como “Desagradável”).

Na trama, o ator interpretará um ex-presidiário arrependido que, ao saber da morte de seu filho,  decide sair do isolamento; vai proteger o que restou da família que abandonara e vingar o filho que mal conheceu.

Vale lembrar que Sylvester Stallone, na vida real, também perdeu um filho, Sage Stallone, falecido em  13 de julho de 2012. Um boletim preliminar do legista determinou como causa da morte “aterosclerose nas artérias coronarianas”, uma lesão das artérias que levam sangue ao coração e pode causar ataque cardíaco.

 

Fontes: http://deadline.com/ e site Terra.

 

 

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Jonny Quest, a antiga série de desenhos animados, vai voltar. Pros cinemas!

 

 

Era só uma questão de tempo – pelo menos pra este que vos escreve – até que o sucesso da animação As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne (da dupla Spielberg e Jackson) empolgasse os detentores dos direitos de outra famosa série também estrelada por um garoto, um cachorro, o melhor amigo desse garoto e um cientista cheio de recursos em aventuras ao redor do mundo…

Aparentemente, o diretor Robert Rodriguez (de Era uma Vez no México e a série Pequenos Espiões) não irá mais comandar a adaptação live action de Jonny Quest, que escreveu em parceria com  Terry Rossio (dos vários Piratas do Caribe) e Dan Mazeau (Fúria de Titãs). A revista Forbes aponta três potenciais substitutos: Justin Lin (Jornada nas Estrelas – Sem Fronteiras), Scott Derrickson (Doutor Estranho) e Joe Cornish (Ataque ao Prédio).

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Não se sabe o porquê de Rodriguez ter abandonado a direção, pois ele curte fazer cinema com orçamentos de 300 dólares e prazos de 17 horas. Por isso, às vezes, suas produções ficam com cara daqueles filmes baratos dos anos 80, que eram lançadas diretamente em vídeo.

A Forbes teria lido o roteiro e afirma tratar-se de uma adaptação bem feita, um “risco calculado”, que pode, inclusive, gerar derivados dentro de um mesmo universo estendido (os chamados “spinoffs”). Só não dá pra entender, tendo isso em vista, por que a Warner não quis que o roteiro ficasse parecido com Machete Kills In Space (atualmente em produção). Supõe-se que Rodriguez esteja ocupado com Pequenos Espiões Parte 12 ou Sin City: Fantasias de um Onanista Esquerdista.

Aparentemente, Rodriguez e sua turma mandaram muito bem ao manterem o roteiro com o mesmo tom do desenho animado de Hanna-Barbera, que chegou a passar aqui nos anos 1970-1980, e com uma temporada nova em 1996. Ainda de acordo com a avaliação da Forbes, a história tem “ritmo rápido, cheio de diálogos divertidos, lutas e um bocado de tecnologia de ficção científica – cinturões voadores, aranhas-robô – com tudo para ser um desses filmes-pipoca de sucesso, além do clima retrô misturado a uma sensibilidade moderna.”

Confira a abertura original da série animada.

Fonte: http://www.avclub.com/article/robert-rodriguez-wont-direct-jonny-quest-movie-he–240325

Astros decadentes planejam assalto a uma convenção de quadrinhos

John Malkovich está no elenco da comédia Supercon, que se passa numa Convenção de Quadrinhos. O filme, atualmente rodado em New Orleans, mostra um grupo de astros de TV e quadrinistas no ostracismo, que vive de aparecer em convenções. Graças à própria fase ruim, a equipe decide executar um roubo a uma convenção para se vingar de um patrocinador mau-caráter e arrogante.

John Malkovich já participou de produções baseadas em quadrinhos. Lembra dele em RED – Aposentados e Perigosos, partes 1 e 2? Ele também deu as caras no filme Jonah Hex. Quase o vimos em Homem-Aranha 4, caso a Sony Pictures e o diretor Sam Raimi tivessem chegado a um acordo. Já pensou vê-lo no papel de Abutre?

Bom, pelo menos o vilão do Homem-Aranha surgirá em  Spider-Man: Homecoming , ano que vem. Michael Keaton interpretará o vilão. Bom, ao menos ele tem experiência em personagens com asas e que voam, conforme vimos em Birdman, a inesperada virtude da ignorância. 

 

Fontes: Variety.com & Comingsoon.net

Ele já foi jogador de basquete, aluno do Bruce Lee, ator, é colunista do Washington Post, escritor e agora é roteirista de HQ. Sabe de quem estamos falando?

Kareem Abdul-Jabbar, lenda da NBA (jogou pelo Bucks e pelo L.A. Lakers) vai assumir uma revista em quadrinhos baseada num livro de sua autoria. Trata-se de uma HQ estrelada por  Mycroft Holmes, irmão mais velho do famoso detetive britânico da literatura e do cinema.

Para produzir uma minissérie em cinco edições do personagem, Jabbar contará com a parceria do escritor Raymond Obstfeld e do desenhista Joshua Cassara.

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A serviço da coroa britânica, o Holmes menos famoso viajará pelo mundo a fim de impedir que um maluco destrua a civilização com uma tecnologia aparentemente impossível.

Os quadrinhos terão por base um livro publicado em setembro de 2015, escrito pelo próprio Jabbar, em conjunto com a roterista Anna Waterhouse; no livro, Mycroft Holmes vive sua primeira aventura após deixar a Universidade de Cambridge.

Mycroft Holmes and the Apocalypse Handbook (Mycroft Holmes e o Manual do Apocalipse) será lançado em agosto pela Titan Comics. O primeiro volume sairá no dia 3 de agosto em formatos digital e impresso – nas lojas especializadas dos EUA, bem entendido. No Brasil, ficamos na torcida de alguma editora nacional se interessar em publicar… ou apelamos pra AMAZON.

Fonte: http://comicbook.com/2016/05/16/mycroft-holmes-comic-book-series-to-be-written-by-kareem-abdul-j/

Exposição em São Paulo traz autores de personagens dos quadrinhos Made in Italy

 

Pra moçada que está em São Paulo, uma exposição bem interessante: Comics Que Paixão!Quadrinhos Italianos de 1950 Até Hoje.

O título já entrega: trata-se de uma mostra de fumetti (como são conhecidas as histórias em quadrinhos na terra de Umberto Eco). Pouca gente sabe, mas este é o Ano da Itália na América Latina. Assim, o Instituto Italiano di Cultura de São Paulo decidiu promover a exposição, que vai de 5 de julho a 14 de agosto, no Centro Cultural São Paulo.

São mais ou menos 70 trabalhos com nomes de peso (e eu espero que você conheça pelo menos uns três da lista): Guido Crepax, Milo Manara, Sergio Bonelli, Tiziano Sclavi, Ugo Pratt, Romano Scarpa, Andrea Lavezzolo, Massimo Rotundo, Simone Bianchi e Benito Jacovitti – este último é uma das influências no traço deste quadrinista aqui.

Para quem não está familiarizado com os nomes dos artistas, segue então uma relação de personagens de HQs italianas que fazem parte da mostra: Valentina, Dylan Dog, Zagor e Martin Mystere. Também podem ser vistas versões de personagens norte-americanos: Mickey,  X-Men e Homem-Aranha.

O curador Maurizio Scudiero abrirá a exposição com uma conversa com a plateia.

Em tempo: Fumetti, em tradução literal, significa “fumacinhas”. Os italianos chamam os quadrinhos assim porque essa palavra define o que conhecemos como “balõezinhos”.

Capici?

 

Serviço:
Exposição Comics Que Paixão! – Quadrinhos Italianos de 1950 Até Hoje
De 5 de julho a 14 de agosto de 2016
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo-SP — Estação Vergueiro do Metrô)
Horário: Terça a Sexta, das 10h às 20h; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h


Entrada franca

Conheça o inventor das tirinhas

 

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Semanas atrás, falamos sobre os vasos maias, precursores das histórias em quadrinhos (arte sequencial, se preferir). No título da matéria, um nome distinto e complicado: Rodolphe Töpffer. Muitos de vocês talvez não o conheçam. Permitam-nos corrigir isso e apresentar esse distinto senhor.

Nascido em Genebra, Suíça, em 1799, Töpffer era filho de um pintor que adorava quadros de paisagem, e acabou herdando do pai esse gosto. Teve uma carreira destacada como poeta, romancista, jornalista, crítico de arte e professor universitário.

Em 1824, montou um colégio interno. Nesse período de sua vida, desenvolveu uma série de historinhas curtas, com desenhos e textos de própria autoria, com o inocente intuito de divertir seus alunos; inventara, sem querer, as tirinhas de quadrinhos.

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Nosso professor suíço não tinha pretensões de publicar seu material, temendo que este prejudicasse seu prestígio acadêmico e literário. Sua primeira tira, Les Amours de Mr. Vieux Bois (Os Amores do Sr. Jacarandá), produzida em 1827, só foi divulgada dez anos depois, após uma crítica bastante positiva, vinda de ninguém menos que Goethe. Töpffer quadrinizou (embora esse termo ainda não existisse na época) as aventuras de Docteur Festus, uma brincadeira com Doktor Faustus, obra do romancista alemão. Mesmo em idade avançada e enfermo, Goethe se divertiu muito com o trabalho do colega e o incentivou a desenvolver a então nova forma de expressão artística.

 

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Só bem mais tarde é que o criador das primeiras tiras em quadrinhos resolveu publicar seus trabalhos. Em meados do século XIX, embora alguns críticos reprovassem a nova investida de Töpffer, ele  fez muito sucesso na França, onde foi editado e reeditado.

No ano de 1841 foi publicado na Inglaterra, em edição que chegou aos Estados Unidos (graças à proximidade do idioma). Apesar disso, não teve muita repercussão.

Não se pode negar, porém, que, graças a Rodolphe Töpffer, a narrativa através de imagens, até então inédita, recebeu um importante primeiro impulso. E influenciaria, direta ou indiretamente, outros artistas a se aventurarem na Nona Arte.

 

Fonte: A Novela Gráfica, de Santiago García; Editora Martins Fontes

Nem Yellow Kid, nem Rodolphe Töpffer: A verdadeira precursora das histórias em quadrinhos foi…? A civilização maia!

 

Imagine pegar um jarro em cuja pintura você poderia ler uma história em imagens conforme o girasse. Entre os séculos VI e IX antes de Cristo, um maia que fizesse isso estaria apreciando uma “proto-HQ” (na falta de nome melhor). Eram considerados utensílios tão valiosos que, com frequência, trocavam-se alguns para facilitar negociações políticas e criar alianças entre nações.  Segundo Soeren Wichmann, da Universidade Leiden, na Holanda, “Tratava-se de arte da mais alta qualidade naquela época. Hoje em dia, há pessoas que torcem o nariz diante de uma revista em quadrinhos”.

Wichmann escreveu pela primeira vez sobre essa arte sequencial num ensaio denominado America’s First Comics (Os Primeiros Quadrinhos dos Estados Unidos), atualizado agora como um capítulo de um livro intitulado The Visual Narrative Reader (O Leitor da Narrativa Visual). O estudioso salienta que, diferentemente dos quadrinhos modernos, a maioria das “novelas gráficas maias” descreve algumas poucas cenas de histórias conhecidas – ou seja, os leitores já estavam familiarizados com a sequência toda.

Sem dúvida, pode-ser enxergar um tipo de narrativa visual em pinturas pré-históricas de cavernas; Wichmann, porém, acredita que as cenas dos jarros maias têm uma impressionante semelhança com as HQs da atualidade – inclusive a forma como representam a fala, o movimento, odores ruins, animais engraçados e piadas maldosas. “Temos a reunião de todos esses mecanismos – estamos perto de algo bastante assemelhado aos quadrinhos.”

Esses estranhos paralelos talvez nos surpreendam. O editor de Visual Narrative Reader, Neil Cohn, da Universidade da Califórnia, San Diego, lembra que a comunicação por meio de narrativas visuais pode ser tão comum quanto falar ou gesticular com as mãos; devemos, de fato, encará-las como outras formas de linguagem. Assim como a comunicação pela fala ou por sinais, Cohn acredita que cada linguagem visual tenha seu vocabulário e gramática próprios.

Em todo o mundo isso pode ser visto: tanto nos quadrinhos americanos quanto nos mangás, ele descobriu regras distintas para o desenvolvimento de histórias, ao passo que os Arrernte, aborígenes australianos, apresentam uma série de signos complexos desenhados na areia enquanto são contadas histórias orais. Estas também obedecem a uma “gramática” distinta. Cohn acredita que, embora os desenhos dos jarros maias se pareçam com HQs modernas, eles também seguem suas próprias regras.

Ainda assim, algumas semelhanças chamaram-lhe a atenção; metáforas visuais, como o fogo, ainda são utilizadas para expressar uma emoção, embora estejamos falando de uma cultura de séculos atrás. “O fato de a raiva estar associada ao fogo nas narrativas maias, assim como na nossa fala e nossos desenhos, mostra como criamos essas formas de ideias abstratas.”

Distantes tempos em que uma narrativa sequencial tinha o merecido tratamento: o de uma obra de arte.

Fonte: http://www.bbc.com/future/story/20160216-did-the-maya-create-the-first-comics

Vem aí mais um filme baseado em quadrinhos… que poucos brasileiros conhecem!

Valerian and the City of a Thousand Planets é a mais recente produção de Luc Besson, com estreia marcada para 2017 

Talvez você saiba quem é o cineasta e produtor francês Jean Luc Besson, que nos presenteou com filmes como O Profissional, O Quinto Elemento, a trilogia Carga Explosiva, o mais recente Lucy e também As Múmias do Faraó, baseado num quadrinho quase desconhecido por aqui: Adéle Blanc-Sec.

E lá vem ele de novo buscar inspiração na nona arte! Valerian and the City of a Thousand Planets (Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, em tradução literal) deriva de uma série de histórias em quadrinhos francesa ignorada pela maioria dos brasileiros, e cujo tema é ficção científica. Imagine algo no estilo Jornada nas Estrelas, com os alienígenas de Guerra nas Estrelas, criado pelo roteirista Pierre Christin em 1967 (portanto, dez anos antes da obra de George Lucas) .

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As aventuras de Valerian foram publicadas no Brasil no suplemento  O Globinho, do jornal fluminense O Globo. A dupla de protagonistas, Valerian e a ruiva Laureline, viajam pelo tempo e pelo espaço a fim de proteger os planetas aliados da Terra contra vilões.

O desenhista Jean-Claude Mèziéres já havia trabalhado com o cineasta francês na direção de arte de O Quinto Elemento. Para esta produção, tanto ele quanto Pierre Christin ajudam Luc Besson no roteiro. Ou seja, espera-se algo fiel aos quadrinhos.

Os álbuns foram publicados em português pela lusitana Meribérica/Líber, que fechou suas portas há alguns anos. Infelizmente, para ler essa obra, só procurando em sebos, importando ou pesquisando na internet para download.

No elenco do filme temos Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, a cantora Rihanna , Ethan Hawke, John Goodman, Herbie Hancock e Kristy Wu.

 

Confira também este blog: www.criesuashqs.com 

 

Duro de Matar 6 será um misto de sequência e prólogo

die-hard-year-oneDuro de Matar sem Bruce Willis não é Duro de Matar. Simples assim. Quando se anunciou que a sexta parte iria se chamar Die Hard – Year One (Duro de Matar – Ano Um), um prólogo centrado em um John McClane mais jovem, com Bruce Willis apenas para iniciar e encerrar a história, a reação normal dos fãs foi de um certo “pé atrás”. Agora, no entanto, Len Wiseman (diretor de Duro de Matar 4.0 e atual produtor do novo filme) já anunciou que o ator terá uma participação bem maior que isso.

Se existe uma série de cinema que faz jus a seu título, essa  é Duro de Matar. Apesar de seus altos e baixos, os filmes vêm marcando presença nos cinemas desde 1988. Por quase três décadas, o público assistiu ao detetive John McClane (Bruce Willis) passar de um policial mais resistente que um ser humano normal a um super-herói praticamente invencível. Depois de tanta confusão e destruição, a série será transportada de volta às suas raízes. Literalmente.

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Die hard – Year One também é o nome de uma série de HQs sobre John McClane em início de carreira

Enquanto as explosões só tendem a aumentar, fazer o herói voltar ao passado implica em explicar, por exemplo, como John McClane se tornou o policial cínico e durão conhecido e adorado pelo público desde o primeiro filme. Parece que, agora, o sexto Duro de Matar pretende responder a isso, explorando a mitologia da série.

Notícias recentes vêm dando a entender que o sexto filme será algo entre uma sequência e um prólogo. Nem uma continuação de Um Bom Dia para Morrer, nem terá por base apenas os eventos imediatamente anteriores à primeira história no Nakatomi Plaza, em 1988.

Len Wiseman explicou o desejo de voltar ao passado e explorar determinados aspectos da história do personagem:

Existe um equilíbrio delicado na apresentação das origens do McClane, já que ele, antes da primeira história, tem uma grande bagagem emocional, mais densa que a de vários outros heróis de ação. Ele acabou de se separar da esposa. Seu capitão o detesta, não o quer de volta a Nova York. McClane tem um comportamento bastante agressivo, é uma pessoa amarga. O que teria causado tudo isso? Por que ele já aparece assim no primeiro filme?

A própria natureza de Duro de Matar pede que, quaisquer eventos que tenham ocorrido no passado devem influenciar a história, em escala menor. Assim como os fatos do primeiro filme deram a McClane seus 15 minutos de fama, os aspectos anteriores a Duro de Matar 6 não podem ser tão importantes a ponto de os feitos heroicos do policial chamarem muita atenção dentro do universo dele. A reclamação que mais se ouve sobre a série, em anos recentes, é que ela se transformou em algo exagerado, em comparação à “pegada” mais realística do primeiro filme.

Entretanto, há muito material a explorar, por exemplo: por que McClane parece tão f* e mal pago no começo do filme original; o que aconteceu entre ele e sua ex-esposa Holly (Bonnie Bedelia); e como um sujeito normal como ele aprende a lidar com essas situações extremas.

A estrutura da história lembra um pouco O Poderoso Chefão II, ao narrar uma história anterior construída a partir dos acontecimentos do filme original e voltando no tempo para mostrar os primórdios dos personagens.

Aguardaremos ansiosos por essa nova produção e prometemos novas informações assim que soubermos!

 

Fontes: Screenrant.com e Cinemablend.com

Dois personagens de volta em dose dupla!

Quem não conhece Spirou e Fantásio, a dupla de aventureiros das HQs criada por Rob Vel?

No Brasil, muita gente. Inclusive, talvez, você.

Nascido em 1938  (o mesmo ano do Superman), Spirou, um garoto ruivo, com trajes de mensageiro de hotel, foi “encomendado”como símbolo do jornal de idêntico nome. Tem por mascote o esquilo Spip, esperto e um pouco mal-humorado. Seu amigo Fantásio, alto, magro e desengonçado, apareceu em 1944, criação de Jijé, outro quadrinista colaborador do jornal.

Spirou e Fantásio só começaram a ter todo seu potencial explorado depois da Segunda Guerra. Em 1946, o desenhista e roteirista Franquin assumiu a série com sua equipe. As histórias simples e cotidianas deram lugar a aventuras e viagens pelo mundo, no melhor estilo do também belga Tintim.

Durante 22 anos e mais de 15 álbuns, Franquin trabalhou exclusivamente com a dupla, até passar o bastão a Jijé. Por mais cinco décadas, outros artistas escreveram e desenharam as histórias desses populares personagens.

 

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A evolução de Spirou pelo traço de todos os quadrinistas que o desenharam

 

No Brasil, Spirou e Fantásio foram publicados pela primeira vez nos anos 1970, pela editora Vecchi. Estranhamente, Spirou foi rebatizado de Xará.

Quase 20 anos depois, no final da década de 1980, a dupla foi editada pela Meribérica/Liber. Com sede em Portugal, a Meribérica lançava seus quadrinhos e trazia-os para o Brasil. Assim foi até o início do século XXI, quando viu-se obrigada a fechar as portas. Em 1995, a brasileira Manole lançou um único álbum de Spirou e Fantásio, em capa dura. A série continuou a ser publicada de forma esporádica, em língua portuguesa, pela lusitana ASA.

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Depois de outro hiato de 20 anos, em 2016 a Sesi-SP Editora aposta no sucesso dos heróis, desta vez lançando seus álbuns em ordem cronológica. Uma nova geração de leitores brasileiros terá o prazer de conhecer Spirou e Fantásio.  Os dois primeiros lançamentos são Quatro Histórias de Spirou & Fantásio e Um Feiticeiro em Champignac.

Aos acostumados com quadrinhos estrelados por personagens uniformizados e cheios de poderes, algumas diferenças se destacam rapidamente: o traço, mais caricato, com personagens narigudos, de anatomia menos realista – o chamado Estilo Atômico ou Escola de Marcinelle. Quem conhece outros sucessos vindos da Europa, como Asterix e Lucky Luke, já está familiarizado com isso.

Outro ponto de destaque fica no tom das histórias: não há nada de sombrio e percebe-se um humor às vezes ingênuo. Nada que tenha envelhecido com o passar do tempo.

Três coisas apenas mereciam mais cuidado nas edições da Sesi-SP: uma fonte mais adequada para os balões (a letra H é tão inclinada que parece itálico); o personagem Fantásio foi erroneamente rebatizado de Fantasio (sem acento); e a ausência de um texto apresentando a série aos novos leitores. Os álbuns têm páginas em branco nas quais poderia, muito bem, figurar uma breve introdução.

No geral, parabéns para a Sesi-SP e sua decisão de editar uma série tão famosa e duradoura na Europa, trazendo uma mudança saudável ao tão uniformizado cenário atual de publicações (nos dois sentidos).

Visite também Crie Suas HQs!

Quando um quadrinho muda uma lei

Leitores de quadrinhos sabem que, para motivar a vida de um protagonista, um personagem pode morrer. Isso quando não morre para aumentar as vendas de uma revista, fazendo com que os leitores torçam para que seja algo apenas temporário.

Há, porém, o caso de um personagem de quadrinhos que quase morreu… e mudou uma lei de trânsito.

Isso aconteceu em Porto Rico.

Pepito, o protagonista de uma tirinha diária de jornal, é um garoto de oito anos que estava indo ao correio entregar uma carta. Nela, ele pedia ao governo que fizesse leis mais rígidas para quem fosse apanhado digitando no celular e dirigindo ao mesmo tempo. No dia 23 de setembro de 2015, Pepito foi atropelado por um motorista digitando ao celular. Hospitalizado, o garoto ficou em coma.

Tratava-se de uma campanha do jornal  Primera Hora, criada pela agência McCann, pegando carona na popularidade do personagem.

Houve comoção em todo o país. Fãs do garotinho enviram milhares de  e-mails aos legisladores de Porto Rico. Exigiam uma nova lei, que obrigasse as empresas de telefonia móvel a investir 10% do orçamento anual de publicidade em anúncios ou em esforços para ensinar as pessoas sobre o perigo de digitar no celular no trânsito.

O tempo foi passando. As tirinhas mostravam o garotinho hospitalizado, seus amigos na escola, tristes com a carteira vazia, o médico conversando com o pai.

O debate sobre o tema tomou conta de Porto Rico. O presidente da Câmara dos Deputados enviou uma carta aos autores da tira, desejando a rápida recuperação de Pepito.

Por fim, o governo acabou aprovando um aumento do valor da multa para a infração: de US$ 50 para US$ 250.

Fontes: Exame Abril